quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os sindicatos trabalhistas e o marxismo

Os marxistas atuais em uma tentativa de ver algo de bom no marxismo falam que o marxismo contribuiu para o desenvolvimento dos sindicatos e da melhoria dos salários.

Isso não é verdade.

Marx atuou na Internacional Socialista e não nos sindicatos trabalhistas.
Os sindicatos sempre tiveram ligados aos Partidos Trabalhistas (Labor Party inglês) e ao meio empresarial diretamente que financiou muitos deles.
Marx era contra
a atuação dos sindicatos, Marx era contra a negociação pacífica, contra a negociação salarial, ele queria a luta de classes, a revolução e a ruptura completa do sistema de salários.
Marx, ao em vez de um sindicato, fundou a Internacional Socialista, era nela que ele atuava e não nos sindicatos.
A IS era uma instituição subversiva que tinha como única finalidade destruir a sociedade da época através da revolução do proletariado, a IS jamais teve a intenção de estabelecer negociação por melhores salários.

Quando Marx se referia a "trabalhadores", ele não estava se referindo aos trabalhadores sindicalizados, estava se referindo aos trabalhadores que eram filiados da Internacional Socialista.

Em Junho de 1865 os marxistas conseguiram organizar a primeira reunião da Internacional Socialista, e Marx preparou um extenso discurso para dizer aos trabalhadores como eles deveriam proceder...
Vamos apresentar a parte final desse discurso para tomarmos conhecimento de como Marx interpretava a luta sindical e de que forma Marx queria que os trabalhadores procedessem.
Só lembrando que tal discurso, não foi em um sindicato, foi na IS.

Discurso de Marx na I Internacional em Junho de 1865.

Este discurso ficou inédito até depois da morte de Engels, foi lançado como "livro" depois da morte dele com o título de "Valor, Preço e Lucro".

Vejamos a parte final:

"....
Estas dicas servem para mostrar que o desenvolvimento da moderna indústria deve progressivamente transformar-se em favor do capitalista e contra o trabalhador, e a tendência geral da produção capitalista não é para aumentar salários, mas sim de diminuir o padrão médio de salários, ou a empurrar o valor do salário para próximo do limite mínimo.
Essa é a tendência das coisas neste sistema, isto nos diz que a classe trabalhadora deveria renunciar à sua resistência contra as invasões de capital, e abandonar as suas tentativas de fazer o melhor dos esforços para uma ocasional melhora temporária ?
Se os trabalhadores fizerem isso, iriam ser degradados a um nível de massa falida miserável sem salvação.
Creio ter mostrado que as suas lutas para melhorar salários são inseparáveis dos acontecimentos de todo o sistema salarial, que em 99 casos em 100 os seus esforços em elevar os salários são apenas os esforços em manter o valor do salário, e que a necessidade de debater os seus preços com o capitalista é inerente à sua condição de ter de vender a si próprios como mercadorias.
Por esse meio covarde vocês estão cedendo diante de seus conflitos contra o capital, com isso vocês certamente irão se desqualificar a si próprios para o início de um movimento maior.

Ao mesmo tempo, e independentemente da forma geral servidão que vocês estão envolvidos no sistema de salários, a classe trabalhadora não deveria exagerar para si o último trabalho destas lutas cotidianas.
Vocês não deveriam esquecer que estão brigando contra efeitos, e não contra as causas desses efeitos; que isto vai retardar a diminuição dos salários, mas não vai mudar a sua intenção, que estão aplicando paliativos, não cura a doença. 


 Os trabalhadores deveriam, portanto, a não ser absorvido exclusivamente nestas inevitáveis lutas guerrilheiras incessantemente pulando para cima a partir de invasões nunca deixam de capital ou mudanças de mercado.
Eles deveriam saber que, com todas as misérias que lhes impõe, o atual sistema gera simultaneamente as condições materiais e as formas sociais necessárias para uma reconstrução econômica da sociedade.
Em vez do conservador lema, "Um dia de salário justo para um dia de trabalho justo!" têm que inscrever na sua bandeira o lema revolucionário, "Abolição do sistema de salários!
"


Está ai a prova incontestável que Marx jamais apoiou a negociação pacífica dos sindicatos trabalhista, nem mesmo jamais falou para eles, ele apenas queria a implantação do seu sistema - o socialismo científico.

Depois disso, Marx conclui:

"Após este longo e muito, receio, tediosa exposição, que eu era obrigado a entrar em fazer alguma justiça ao assunto, irei concluir, propondo as seguintes resoluções:
Em primeiro lugar.

Um aumento na taxa geral de salários resultaria numa diminuição da taxa geral de lucro, mas, em termos gerais, não afetam os preços das mercadorias."

Conclusão errada de Marx

Se os aumentos de salários viessem acompanhados de aumentos de produtividade, que foi o que aconteceu, não existiria diminuição da taxa de lucros.

"Em segundo lugar.

A tendência geral da produção capitalista não é para aumentar, mas a diminuir o padrão médio dos salários."

Conclusão errada de Marx

O capitalismo inglês, a quem ele estava se referindo, aumentou em alto grau o nível dos salários do trabalhador inglês.


"Em terceiro lugar.
Os sindicatos trabalham bem como centros de resistência contra as invasões de capital.
Eles falham parcialmente a partir de um uso pouco cuidadoso do seu poder.
A falha geral de limitarem-se a uma guerrilha contra os efeitos do sistema existente, em vez de tentar mudá-la simultaneamente, em vez de usar suas forças organizadas como alavanca para a emancipação definitiva da classe trabalhadora ou seja, a abolição o sistema de salários."

Conclusão errada de Marx.

Os trabalhadores que aboliram a existência de salário, como na URSS e outros países que se tornaram marxistas, se tornaram trabalhadores que foram ficando cada vez mais pobres, sem roupas boas, sem comida aceitável, seus países faliram na miséria.
Ao contrário dos trabalhadores da Inglaterra, que não aboliram o salário e se tornaram um dos povos mais desenvolvidos do planeta.

Os sindicatos trabalhistas, os legítimos representantes dos trabalhadores, nada tem em comum com o marxismo, o marxismo não admite a existência de salários e a “solução” para o marxismo é a luta entre humanos, é a “luta de classes” e a “revolução do proletariado” que visam acabar com os salários de forma violenta e despótica.
O marxismo jamais quis uma negociação civilizada entre trabalhadores e empresários.





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